MEMORIA, HISTORIA, IDENTIDADE - REVISTA CINEMAIS 3

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Autor:
Leon Hirszman E Outras (veja mais livros deste autor)
Editora:
AEROPLANO(veja mais livros desta editora)

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Cinema (a frase aparece em Historia(s) do cinema / Histoire(s) du Cinema, escrita sobre uma foto de Pasolini, repetida pela voz de Godard): cinema: um pensamento que forma uma forma que pensa . Memoria (a observacao foi feita no encontro depois da projecao de Elogio do amor /Eloge de l amour no festival de Cannes, em maio de 2002): quando filmamos uma paisagem que apreciamos, lembramos; fazemos uma citacao: uma casa, uma arvore, uma cidade. Tudo no cinema e uma questao de memoria - disse Godard. Por isso mesmo, a certa altura de seu filme um personagem nos diz que sem memoria nao ha resistencia ; e que: quando penso em alguma coisa na realidade penso em outra coisa. So podemos pensar uma coisa se pensamos em outra coisa. Memoria, por exemplo: vejo uma paisagem, nova para mim; mas ela e nova para mim porque eu a comparo em pensamento com uma outra paisagem que conheci antes . Historia (a frase aparece em Historia(s) do cinema, escrita sobre o rosto de Godard): fazer uma descricao precisa do que ainda nao aconteceu: este e o trabalho do historiador . A voz do diretor acrescenta que foi pelo cinema que ele tomou consciencia de si, que se deu conta da relacao entre sua historia pessoal e a Historia; diz que o cinema comecou a contar historias antes de existir como historia; que o cinema e a unica maneira que ele conhece de contar suas historias, e que, enquanto historia, ele nao existiria se nao existisse o cinema. Identidade: infancia da arte , abrigo do tempo , o cinema (ainda em Historia(s) do Cinema) e uma questao do seculo dezenove que so se resolveu no seculo vinte; com Manet comeca a pintura moderna, quer dizer: o cinematografo; quer dizer: uma forma que caminha na direcao da palavra; bem precisamente: formar uma forma que pensa. Logo sera esquecido que o cinema foi inventado antes de mais nada para pensar - mas esta e uma outra historia. Os filmes se transformaram em mercadorias e, como eu disse uma vez a Langlois, e preciso queimar os filmes - mas atencao: com o fogo interior; materia e memoria, a arte e como o incendio que nasce do que se queima . Cinema, memoria, historia, identidade: quando pensamos numa coisa, na realidade pensamos na outra coisa: recompor o passado e tornar possivel o futuro, como sublinha uma das citacoes que compoe Nossa musica / Notre musique, lancado no Festival de Cannes em maio ultimo. As questoes resumidas nestas citacoes tiradas de filmes de Jean-Luc Godard atravessam os textos reunidos neste volume. Na realidade, mais amplamente, o cinema tem sido um espaco privilegiado para discutir historia, memoria e identidade porque ele mesmo enquanto forma (que pensa) questiona sua identidade ( nem uma arte nem uma tecnica: um misterio ): herdeiro da fotografia, sempre quis ser mais verdadeiro que a vida . A rigor nem tem ainda uma historia ( o teatro e algo bem conhecido, o cinema e ate aqui uma coisa muito desconhecida ). Nao tem historia, mas vive de forma intensa a historia da arte. a tentativa desesperada de criar o imperecivel com coisas pereciveis - palavras, sons, pedras, cores - para que o espaco organizado pela forma, (pelo pensa-mento), dure para sempre .

Código de barras:
9771413713009
Dimensões:
15.00cm x 22.00cm x 1.50cm
Marca:
AEROPLANO
Idioma:
PORTUGUÊS
ISBN13:
9771413713009
Número de páginas:
264
Peso:
467 gramas
Ano de publicação:
2010

Sobre os autores

  • Nome do Autor Leon Hirszman e Outras

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